Com moderação de Pedro Jerónimo e Suzana Cavaco, o primeiro painel sobre Redes Sociais e Ciberjornalismo iniciou-se com a comunicação de Maria José Baldessar, da Folha de São Paulo. A investigadora explana o tema “As redes socio-técnicas e a necessidade do jornalismo alavancar novos públicos” e retrata a relação do leitor com as ferramentas de interacção do jornalismo online. Ainda existe um público muito tradicional, que desconfia do ciberjornalismo.

Maria José Baldessar chama a informação de “arena social” e considera que a Internet produz um novo tipo de relações entre os produtores e os consumidores. No entanto, os jornais vão sobrevivendo porque existem laços de afecto entre o leitor e a marca de determinado jornal. A investigadora finalizou com a consideração de que há um conservadorismo dentro das empresas dos média e que não há aposta na formação profissional. Existe uma falta de inovação no jornalismo brasileiro.
“Redes Sociales y Personales Vs Medios Convencionales. Diferencias en el Tratamiento Informativo”

O estudo apresentado na comunicação liderada por Ana María López Cepeda revela que a classe política é tratada de forma mais suave nos meios de comunicação que nas redes sociais. Os assuntos de uma forma geral são transpostos de um ponto de vista pessoal nas redes sociais, já nos meios de comunicação social há preocupações editoriais. O trabalho foi realizado em conjunto com Francisco Campos Freire e Lorena Otero Santiago. Os dados foram recolhidos através da ferramenta Nostracker (criado por Francisco Campos, Manuel Gago e Ana Maria López Cepeda, da Universidade de Santiago de Compostela), que permite localizar referências a determinados objectos e analisar o seu contexto.
“Usos e desusos da rádio informativa nas redes sociais – o caso da visita de Bento XVI”

Segundo o ponto de vista de Luis Bonixe, a rádio na Internet, hoje em dia, é uma multiplataforma que inclui uma nova expressividade e os ouvintes são mais activos e com novas condições de participação.
Foram analisadas a TSF,a Rádio Renascença e Antena 1 e os seus respectivos sites, bem como as redes sociais, durante os quatro dias da visita de Bento XVI a Portugal. Este acontecimento foi escolhido porque tem capacidade para alterar as rotinas e o modo de produção das notícias. No caso da rádio houve uma alteração da grelha e um acompanhamento exaustivo em directo, nos sites das emissoras o ouvinte era convidado a enviar fotos e vídeos, a participar em debates e aceder a links específicos.
Há um sentido próprio na difusão da mensagem, a emissão começa na rádio, é direccionada para os sites e depois é feita a hiperligação nas redes sociais.
“As redes sociais representam um novo espaço para o ouvinte/utilizador”. As redes sociais são um novo cenário, porque os utilizadores comentam mais que nos sites e recebem um maior retorno das suas opiniões.
Rita Fernandes e Tânia Teixeira