II Congresso Internacional de Ciberjornalismo

Live Coverage

Comunicações: Tema livre III

Posted by obciber em Dezembro 10, 2010

O painel de tema livre, apresentado no Anfiteatro 2, contou com comunicações de Isabel Reis (Universidade do Porto), Carlos Canelas (Escola Superior de Educação da Guarda) e L. Gracíela Natansohn (UFBA – Brasil).

Isabel Reis (UP) começou por apresentar ”O aúdio nas notícias das ciber-rádios: do hipertexto ao hiperaúdio?”, concluindo que o hiperaúdio é inexistente nas rádios portuguesas. Salientou ainda a não utilização de linguagem expressiva sonora por parte das ciber-rádios, bem como a falta de interconexão entre aúdios, ou seja, a não existência de hiper-vínculos sonoros, uma vez que os aúdios por si só não conduzem a outros aúdios. Referiu ainda o facto das ciber-rádios não disponibilizarem ferramentas para o utilizador construir a sua própria narrativa, pelo que não é possível sair da hierarquia oferecida pela rádio.

O painel prosseguiu com a comunicação de Carlos Canelas (ESEG) “O uso do vídeo pelos operadores generalistas televisivos portugueses na disseminação de conteúdos noticiosos através da Web”. O investigador diz que os média ainda estão a passar pelo processo de convergência multimédia, com profundas implicações, o que leva aos órgãos tradicionais a procurarem novas formas de difundir conteúdos noticiosos. Concluiu que os conteúdos televisivos não sofrem alteração quando são transpostos para a web e que o texto, na maioria das vezes, limita-se a descrever a descrever o vídeo. Os meios televisivos ainda não estão a produzir conteúdos exclusivos par a a web.

A apresentação do estudo da equipa de investigação da UP, composta por Hélder Bastos, Helena Lima, Nuno Moutinho e Isabel Reis, “Jornalistas de rádio e a Internet – um estudo sobre percepções” ficou a cargo de Isabel Reis. Os jornalistas de rádio não valorizam a rapidez da web, continuando a considerar a rádio o meio mais imediato e a dar preferência ao contacto pessoal e telefónico nas rotinas jornalísticas. São sobretudo os jornalistas mais jovens a considerar a Internet um meio que traz mais oportunidades. Os que usam mais a Internet temem menos os seus efeitos negativos. Isabel Reis refere que, com a Internet, “os jornalistas vão ficar ainda mais sentados”, e levanta a questão de mudanças negativas, como o copy-paste. Os jornalistas das rádios portuguesas tendem a percepcionar a Internet mais como uma ferramenta útil que atende às suas necessidades, pois “não vem mudar o jornalismo, mas a forma como o fazemos”.

O painel terminou com a comunicação de L. Gracíela Natansohn (Universidade Federal da Bahia, Brasil), com o estudo realizado em parceria com Rodrigo Cunha (UFBA) “O jornalismo de revista no cenário da mobilidade”. Concluiu-se que a ideia de comunidade é essencial para criar fidelização com a versão online das revistas e que, no cenário de mobilidade, desenvolveu-se a cultura de aplicações, a custos muito baixos. Por fim, referência ao facto das revistas terem uma história material e tender-se a conservar a unidade da revista como uma experiência táctil.

Natacha Cunha

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