II Congresso Internacional de Ciberjornalismo

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“O jornalismo e as redes sociais: participação, inovação ou repetição de modelos tradicionais?” por Kárita Cristina Francisco

Posted by obciber em Dezembro 10, 2010

Ainda no painel 1 subjugado ao tema – Redes sociais e ciberjornalismo, Kárita Cristina Francisco apresentou um estudo que teve como objectos de estudo o Jornal de Notícias e o jornal Público, na sua prática jornalística através das redes sociais twitter e facebook.

Com uma comunicação intitulada “O jornalismo e as redes sociais: participação, inovação ou repetição de modelos tradicionais?”,  a investigadora começou por referir que o papel do jornalista como gatekeeper não desaparece totalmente. Antes de mais, ganha uma nova importância, com a questão de gestão dos conteúdos e certificação da informação criada.

Eis algumas conclusões relativas à observação feita à prática de uso de redes sociais nos dois diários generalistas:

– Jornal de Notícias trabalha com uma equipa denominada edição multiplataforma, que trabalha conteúdos para diversos formatos;
– Existe um moderador de conteúdos e comentários no JN, direccionado para a questão online da participação do leitor;
– No conteúdo online estão implícitos links para vídeo, blogues, fotogalerias, o que chama o leitor à participação com o envio dos seus próprios  conteúdos;
– As notícias de desporto são as mais ‘curtidas’ mas as menos comentadas;
– Há uma partilha com os fãs na plataforma Facebook, relativamente a fotos enviadas pelos seguidores do Twitter;
– No exemplo do jornal  Público – há um grupo de jornalistas mais dedicados ao online. Jornal com mais seguidores no Twitter. Na rede Twitter é utilizada uma feed automático de conteúdos ,o que leva a uma perda de interactividade entre utilizadores. Os tweets personalizados são quase raros;
– Na plataforma facebook o Público usa um sistema de actualização hora a hora. Tem mais de 80.000 são fãs, mas apresenta pouca participação por parte dos utilizadores;
– A interacção entre os  leitores e o jornal é mínima. Isso poderá ser explicado pela posição editorial do jornal, de não comentar nem responder a comentários dos utilizadores;

Em conclusão, Kárita Cristina Francisco refere que as redacções online ainda estão a ajustar-se e a  experimentar a rotina ideal. A participação dos leitores/seguidores ainda deixa muito a desejar, tanto na quantidade como na qualidade.

Vanessa Quitério

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