II Congresso Internacional de Ciberjornalismo

Live Coverage

Ciberjornalismo: JN online é o que mais aproveita as potencialidades da Internet

Posted by obciber em Dezembro 9, 2010

Resultados apresentados pelo Observatório de Ciberjornalismo indicam que o site do Jornal de Notícias tem 61% de aproveitamento. O JPN é o melhor jornal online académico.

Fernando Zamith apresentou, esta quinta-feira, no II Congresso Internacional de Ciberjornalismo, o ranking dos sites noticiosos que melhor aproveitam as potencialidades da Internet. O JN online é o site mais bem posicionado, mantendo a primeira posição com 61% de aproveitamento, seguido pelos sites do I (55%) e da TSF (54%).

Ler a notícia completa no JPN.

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Comunicações: Redes sociais e ciberjornalismo I

Posted by obciber em Dezembro 9, 2010

Com moderação de Pedro Jerónimo e Suzana Cavaco, o primeiro painel sobre Redes Sociais e Ciberjornalismo iniciou-se com a comunicação de Maria José Baldessar, da Folha de São Paulo. A investigadora explana o tema “As redes socio-técnicas e a necessidade do jornalismo alavancar novos públicos” e retrata a relação do leitor com as ferramentas de interacção do jornalismo online.  Ainda existe um público muito tradicional, que desconfia do ciberjornalismo.

Maria José Baldessar chama a informação de “arena social” e considera que a Internet produz um novo tipo de relações entre os produtores e os consumidores. No entanto, os jornais vão sobrevivendo porque existem laços de afecto entre o leitor e a marca de determinado jornal. A investigadora finalizou com a consideração de que há um conservadorismo dentro das empresas dos média e que não há aposta na formação profissional. Existe uma falta de inovação no jornalismo brasileiro.

“Redes Sociales y Personales Vs Medios Convencionales. Diferencias en el Tratamiento Informativo”

O estudo apresentado na comunicação liderada por Ana María López Cepeda revela que a classe política é tratada de forma mais suave nos meios de comunicação que nas redes sociais. Os assuntos de uma forma geral são transpostos de um ponto de vista pessoal nas redes sociais, já nos meios de comunicação social há preocupações editoriais. O trabalho foi realizado em conjunto com Francisco Campos Freire e Lorena Otero Santiago. Os dados foram recolhidos através da ferramenta Nostracker (criado por Francisco Campos, Manuel Gago e Ana Maria López Cepeda, da Universidade de Santiago de Compostela), que permite localizar referências a determinados objectos e analisar o seu contexto.

“Usos e desusos da rádio informativa nas redes sociais – o caso da visita de Bento XVI”

Segundo o ponto de vista de Luis Bonixe, a rádio na Internet, hoje em dia, é uma multiplataforma que inclui uma nova expressividade e os ouvintes são mais activos e com novas condições de participação.

Foram analisadas a TSF,a Rádio Renascença e Antena 1 e os seus respectivos sites, bem como as redes sociais, durante os quatro dias da visita de Bento XVI a Portugal. Este acontecimento foi escolhido porque tem capacidade para alterar as rotinas e o modo de produção das notícias. No caso da rádio houve uma alteração da grelha e um acompanhamento exaustivo em directo, nos sites das emissoras o ouvinte era convidado a enviar fotos e vídeos, a participar em debates e aceder a links específicos.

Há um sentido próprio na difusão da mensagem, a emissão começa na rádio, é direccionada para os sites e depois é feita a hiperligação nas redes sociais.

“As redes sociais representam um novo espaço para o ouvinte/utilizador”. As redes sociais são um novo cenário, porque os utilizadores comentam mais que nos sites e recebem um maior retorno das suas opiniões.

Rita Fernandes e Tânia Teixeira

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Comunicações: Tema Livre II

Posted by obciber em Dezembro 9, 2010

Ana Serrano Tellería apresentou ”Diseño de Información Periodística en Internet”, um estudo sobre a evolução do desenho de informação na Internet. Analisou as versões online de jornais de referência mundial, como o The Guardian, considerando o corpo de texto, os tipos, qualidades, distinções e quantificações.

Há um predomínio do texto sob os elementos gráficos, que funcionam apenas como acompanhantes. Ana Tellería destacou o valor da imediatez na rotina jornalística que tem como consequência um reduzido nível de profundidade hipertextual.

De acordo com a especialista, há uma superiorização da narrativa textual e justaposição da informação. A sintaxe e a semântica são mais elaboradas dependendo das diferentes unidades de conteúdo. Existe uma exploração da cor, imagem e tipografia para delinear a hierarquização as diferentes áreas. As informações push estão disponíveis para redes moveis (recepção passiva) e pull para computadores (recepção activa).

A comunicação de Ana Serrano Tellería foi integrado no painel sobre Redes Sociais e Ciberjornalismo, moderado por Pedro Jerónimo e Suzana Cavaco.

Rita Fernandes e Tânia Teixeira

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João Canavilhas: Foi você que pediu uma notícia?

Posted by obciber em Dezembro 9, 2010

João Canavilhas, da Universidade da Beira Interior, apresentou, no Anfiteatro 1, o tema ”Modelos de negócio num ecossistema mediático em mudança”.  A conferência definiu o jornalismo como um negócio, ainda que com factores diferenciadores, como a natureza e função do produto media. Faltam modelos económicos de jornalismo na Web, pelo que foram apresentados modelos do passado, presente e tendências futuras.

Canavilhas salientou que os leitores apenas estão dispostos a pagar por um produto inovador, partilhável, especializado, personalidado e, essencialmente, que não exista gratuitamente. Informação grátis e a sobrevivência do jornalismo por si só são mitos. Apontou como principais tendências a Internet ser a primeira fonte de informação (2012) e os dispositivos móveis serem a primeira forma de acesso à Internet (2020).

As bases para o sucesso de modelos de negócio futuros são, segundo Canavilhas, a aposta em conteúdos criativos e diferenciados, a exploração da possibilidade de personalização e mobilidade, a procura de parceiros e o uso de todas as formas de distribuição existentes. Pequenos nichos muito especializados são tidos como a personalização da informação.

João Canavilhas terminou a conferência com a apresentação do modelo de 360º, o mais discutido para o futuro. Este modelo alia o micropagamento, ao acesso grátis, explora novas formas de publicidade (que envolvam o consumidor disfarçando a intencionalidade de venda) e a distribuição multiforma e multicanal dos conteúdos media.

Natacha Cunha

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Elvira García de Torres: “Los contenidos generales por el usuario en los diarios: luces y sombras”

Posted by obciber em Dezembro 9, 2010

Elvira García de Torres da Universidad CEU Cardenal Herrera de Valência apresentou a conferência sobre “Los contenidos generales por el usuario en los diarios: luces y sombras” na qual conclui que as ferramentas 2.0 facilitam a participação dos usuários, através de comentários e votos nas notícias.

A interacção entre cidadãos participantes faz-se por meio de partilha de vídeos e comentários em blogues. Para finalizar a apresentação a autora do estudo afirmou que se o futuro passa pela colaboração dos utilizadores é necessário fornecer-lhes ferramentas de formação à semelhança do que já é feito na BBC e no NYT.

Rita Fernandes e Susana Costa

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Comunicações: Tema Livre I

Posted by obciber em Dezembro 9, 2010

O primeiro painel de tema livre foi igualmente moderado por Nuno Moutinho, da Universidade do Porto, e por Luís Bonixe, da ESEP.

Stefan Bosshart e Philomen Schoenhagen apresentaram o seu trabalho sobre “Amateurs striving for News Production. Do they compete  with professional Journalism?”. Foi feita uma comparação de conteúdo entre o wikinews alemão e um site noticioso profissional durante 3 meses para saber se funcionalmente o chamada jornalismo do cidadão é equivalente ao  jornalismo profissional, mesmo sendo feito por amadores.

Os resultados concluíram que projectos como o wikinews não são plausíveis de ser considerados jornalismo profissional uma vez que revelam pouca quantidade publicada com poucas notícias originais; cerca de 80,4% de artigos baseados na cobertura dos mass media; uma quantidade de diversidade de temas mais pequena e diferenças significativas no que diz respeito ao valor-notícia, quando comparados com sites noticiosos profissionais.

Inês Capelo e Luís Mendes

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Comunicações: Modelos de negócio para o jornalismo na Internet

Posted by obciber em Dezembro 9, 2010

O painel sobre Modelos de negócio para o jornalismo na Internet foi moderado por Nuno Moutinho, da Universidade do Porto, e por Luís Bonixe, da Escola Superior de Educação de Portalegre (ESEP).

Georgeta Drula (Universidade de Bucareste) foi a primeira a apresentar o seu estudo “Business models for implementing the user content by the media companies”. O trabalho inclui vários estudos do caso com exemplos de companhias de comunicação que utilizam a participação dos usuários para criar conteúdos. Através de posts online, os usuários podem partilhar os seus próprios vídeos que, por sua vez, podem chegar a ser utilizados como material para as peças e notícias do canal.

Os modelos implementados nos media romenos são geralmente híbridos baseados na publicidade e na doação gratuita de conteúdos criados pelos usuário. A criação de conteúdos pelos utilizadores é “mais apreciado pelas televisões” uma vez que podem “utilizar a informação dos utilizados que por sua vez ficam contentes por ver os seus conteúdos utilizados”.

“Negócios de mídia na era da midiatização: uma reflexão sobre modelos de exposição e de interação”, foi o paper apresentado por Elizabeth Saad Corrêa da Universidade de São Paulo. A professora defendeu que “o jornalismo muda de papel, tem de conviver com outras produções de conteúdos”. O surgimento do ciberjornalismo que é procurado o “modelo ideal” e o que acontece é uma tentativa constante de equiparar o lucro do meio online ao dos media clássicos. O que se observa é a transposição das práticas offline da obtenção de receitas como por exemplo publicidade e assinaturas. O processo a que se assiste é de tentativa-erro na eterna busca do modelo ideal que “efectivamente não existe”.

Inês Capelo e Luís Mendes

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Marcos Palacios abre II Congresso Internacional de Ciberjornalismo

Posted by obciber em Dezembro 9, 2010

Marcos Palacios, professor da Universidade Federal da Bahia, abriu o II Congresso Internacional de Ciberjornalismo com a conferência “O jornalismo participativo e as redes sociais como elementos do modelo de negócios no ciberjornalismo”. Para a abertura, o convidado trouxe uma “apresentação panorâmica com algumas reflexões em torno das duas temáticas determinadas como temas do evento: as redes sociais e os modelos de negócio.”

Para Marcos Palacios, o jornalismo participativo e as redes sociais deverão ser considerados cada vez mais “parte do negócio” da “grande imprensa comercial”. Mas “normalmente, o conteúdo gerado pelo usuário está restrito a guetos de participação”. Falta-lhes um elemento fundamental da prática jornalista na participação dos usuários: a hierarquização da informação.

Em relação ao modelos de negócio, “o primeiro elemento do modelo de negócio é que os conteúdos gerados por usuários geram um efeito de ancoramento bastante mais barato do que a produção de material informativo local”. As rotinas produtivas são apenas marginalmente afectadas pela participação do usuário. Mais importante em relação ao modelo de negócios é a fidelização.

“A criação de comunidades de leitores é absolutamente fundamental no processo de fidelização”, que aumentam a probabilidade de retorno do leitor devido a esse sentimento de comunidade, de pertença.

Outro elemento do modelo de negócio é a questão das redes sociais. “A rede propicia a capilaridade da informação pela rede através do envio das notícias para as redes sociais”. Essa capilaridade provoca uma “sobrevida da notícia” que contorna a “curta vida total de uma notícia”. As redes sociais possibilitam assim um alargamento do público atingido.

A construção do modelo de negócio inclui também o espaço dado a uma agenda pública através dos comentários. Esta agenda gerada pelo público é fundamental para saber o que o público quer.

Tudo somado, “é mais do que um modelo de negócio mas também nichos de debate e deliberação”. O resultado é uma revalorização da notícia e uma “mudança do peso do valor notícias pela capilzarização”. Essa capilarização (que inclui, por exemplo, os comentários acrescenta) também “densidade informativa.” O “gatewatching” que a participação propicia é também importante, bem como os comentários como “material memorialístico e comemorativo”.

Marcos Palacios terminou deixando no ar a questão “Os comentários dos usuários constituem já um novo género jornalístico?”

Inês Capelo

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Está aberto o II Congresso de Ciberjornalismo

Posted by obciber em Dezembro 9, 2010

Fernando Zamith, coordenador do Congresso, fez-se acompanhar pelos representantes do Curso de Ciências da Comunicação e do CETAC.Media para dar início ao II Congresso Internacional de Ciberjornalismo. Pode acompanhar a cobertura completa do congresso através do nosso blog.

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Live coverage do congresso

Posted by obciber em Dezembro 9, 2010

Acompanhe a cobertura do Congresso através do CoveritLive (as comunicações apresentadas no anfiteatro 2 podem ser acompanhadas através deste link)

Twitter ( hashtag #cobc e #cobc2)

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Consultar o programa (distribuição das comunicações)

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